Minas Gerais no iGEM

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Em 2012, dos 16 times da América Latina no iGEM, 6 eram do México. Achamos fascinante o fato deles terem feito um jamboree mexicano e sabiamos que o Brasil também tem estrutura para fazer algo semelhante. Finalmente, este ano temos pela primeira vez mais de um time na competição. Somos 3 times brasileiros, dos quais já falamos dos projetos do time da USP e da UFAM. Resta agora conhecer um pouco do terceiro time que representará o nosso país na competição competição que é da UFMG.

 Escrito por Marianna Kunrath Lima e Clara Guerra Duarte

Como tudo começou

Este será o primeiro ano em que uma equipe da UFMG irá participar do iGEM. A ideia de formar uma equipe veio do aluno de medicina Lucas Ribeiro. Ao ler e se interessar pelo evento, ele começou a procurar professores da UFMG que possuíam o perfil/currículo condizente com biologia sintética, que é a base do iGEM. Encontrou a Dr Liza Felicori, professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB-UFMG, que possui experiência na área. E assim começaram os esforços para montar uma equipe da UFMG.

Em janeiro de 2013, foi feita uma palestra para os alunos de graduação e pós graduação interessados na competição. Foram selecionados 2 alunos da graduação de Ciências Biológicas, 1 aluno da graduação de Biomedicina, 1 aluno da graduação de Medicina, 1 aluno da graduação de Ciências da Computação, 1 aluna do Mestrado em Bioquímica e Imunologia, 1 aluno do Mestrado em Bioinformática, 1 aluno do Mestrado em Ciência da Computação, 1 pós-doutoranda em Bioinformática e 1 pós-doutoranda em Bioquímica e Imunologia. Também fazem parte da equipe as professoras Liza Felicori e Santuza Ribeiro, da Bioquímica e Imunologia, além do professor Omar Paranaíba, da Ciência da Computação.

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Logo que a equipe foi escolhida, iniciaram-se as reuniões, todas as terças-feiras, às 14 horas. Como o grupo é bem eclético, foram necessárias reuniões introdutórias, sobre assuntos básicos de cada área, para familiarizar os integrantes sobre temas que não dominavam. Além disso, várias apresentações sobre projetos e equipes que participaram de iGEMs anteriores foram feitas, para entendermos bem a competição e termos ideias para o nosso projeto. Como somos pioneiros na universidade, tivemos alguma dificuldade. Após dois meses de reuniões, brainstorms e depois de muito quebrar a cabeça, conseguimos fechar uma ideia preliminar.

Projeto

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Decidimos desenvolver um projeto que levasse à detecção de marcadores biológicos prognósticos de síndrome coronariana aguda. Problemas coronarianos têm se tornado cada vez mais frequentes na população, devido aos hábitos sedentários e à má alimentação. Doenças cardiovasculares levam a perdas econômicas, além do evidente prejuízo à saúde que culmina com a perda de vidas. Existem vários testes diagnósticos para estas enfermidades que utilizam biomarcadores, mas estes testes apenas confirmam a doença após a ocorrência de um evento drástico, como infarto ou angina, não sendo capazes de prevê-los. Assim, dada a importância do desenvolvimento de ferramentas capazes de realizar o prognóstico de doenças cardíacas, nosso projeto baseia-se na ideia de detectar biomarcadores existentes no sangue de pacientes, sendo que estes marcadores permitem a constatação prévia da doença, anteriormente a qualquer manifestação da mesma. Para realizar esta detecção, serão utilizadas bactérias Escherichia coli transformadas com plasmídeos que possuam biobricks capazes de “sentir” as entradas (biomarcadores) e biobricks capazes de gerar saídas (fluorescência) para estas entradas. Será utilizada a integração dos sinais gerados por mais de um biomarcador, a fim de aumentar a acurácia do teste. O logo e o nome do projeto (Cardbio) já foram escolhidos.

fig2Para testarmos a aceitação dessa ideia, bem como para recebermos críticas e sugestões, apresentamos um seminário na Pós Graduação em Bioquímica e Imunologia. Esse seminário foi de grande valia para a equipe, ele serviu não apenas para os propósitos citados acima, como também para unir os integrantes, que tiveram que se esforçar para criar uma boa apresentação e para embasar o projeto.

Desde então, vários progressos foram feitos. As modelagens computacionais já estão em andamento, os biobricks estão sendo desenhados, ganhamos uma nova integrante da graduação em Design Gráfico, estamos desenvolvendo meios de conseguir patrocínio e estamos correndo atrás do tempo, uma vez que nossa equipe começou um pouquinho atrasada em relação às demais equipes do iGEM. Temos uma página no Facebook e um blog em construção. Gostaríamos de convidar todos os leitores da SynbioBrasil e todos os iGEMers a contribuírem para o crescimento do nosso projeto, além de agradecermos à equipe da USP pela oportunidade de divulgarmos nossas ideias.

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